terça-feira, 5 de outubro de 2010
TESTEMUNHO EM JUDÉIA E SAMARIA
1. Perseguição: desafio e oportunidade:
a. Desafio: preservar a igreja de Jerusalém
b. Morte de Estevão: a lei permitia sepultamento de condenados, mas proibia lamentação; alguns cristãos piedosos o sepultaram e lamentaram sua morte;
c. Perseguição maciça: provavelmente contra judeus helenistas, porque há evidências de que a igreja de Jerusalém continuou existindo.
d. Oportunidade: expansão do evangelho; os perseguidores não atacaram os apóstolos talvez porque temessem o poder deles;
e. Dispersos: os perseguidos se espalharam por toda parte da Judéia, Samaria, Fenícia, Chipre e Antioquia (At 8.4; ver 11.19). Eles haviam perdido tudo e saíram pregando a palavra, estimulados pelo exemplo de Estêvão;
f. Saulo: tortura, açoites, prisão, morte de cristãos (Atos 22.4,19; 26.10,11);
2. O Evangelho chega à Judéia e Samaria (Atos 8.1):
a. Filipe: um dos diáconos, de boa reputação, cheio do Espírito Santo e de sabedoria, helenista (nascido e criado fora da Palestina), foi o instrumento de Deus para alcançar os samaritanos.
b. Simão: mago ou feiticeiro, possuidor de segredos ocultos, reconheceu que os milagres feitos por Filipe eram autênticos;
c. Pedro e João: a visita a Samaria demonstra autenticidade da evangelização, aprovação da conversão dos samaritanos e aceitação deles na igreja de Deus;
d. Aldeias: Pedro e João evangelizam várias aldeias de samaritanos;
3. O Evangelho a caminho da Etiópia:
a. Filipe: disponibilidade para obedecer a Deus; saiu de um ministério promissor em Samaria para ir a uma estrada deserta;
b. Eunuco: alto oficial do tesouro da Rainha Candace da Etiópia, convertido ao judaísmo; mesmo não tendo autorização para entrar no templo, por ser gentio e eunuco, havia viajado centenas de quilômetros para adorar em Jerusalém.
c. Conversão: a fé vem pela pregação da palavra de Cristo (Rm 10.17);
4. O Evangelho em Lida e Jope:
a. As aldeias de Lida e Sarona ficavam a cerca de 40 km a noroeste de Jerusalém.
b. Enéias (grego): estava paralítico há 8 anos foi curado; muitas conversões;
c. Jope: cidade litorânea e porto importante;
d. Tabita (Dorcas): obras de misericórdia;
5. O Evangelho em Cesaréia:
a. Cesaréia: sede do governo romano na Palestina; centurião era comandante de 100 soldados; corte era um regimento de 600 a 1000 soldados; (50 km de Jope);
b. Visão do gentio: buscar Pedro para anunciar o evangelho;
c. Visão de Pedro: animais puros (patas divididas e ruminar);
d. Conversão: Cornélio envergonha a muitos cristãos, porque, antes de se converter era melhor do que alguns crentes; o centurião romano ajoelhou-se diante de um simples judeu;
e. Crise na Igreja de Jerusalém: Pedro presta conta ao colégio de apóstolos; ele não ficou surpreso nem ofendido;
6. O Evangelho em Antioquia:
a. Antioquia: era a 3ª maior cidade do mundo (depois de Roma e Alexandria), fundada por Nicanor Seleuco, em homenagem a seu pai Antíoco; na época era um centro político e comercial, com mais de 500 mil pessoas;
b. Religião: era sede do templo à deusa Dafne, ninfa perseguida pelo deus Apolo; culto envolvia pornografia e imoralidade;
c. Igreja: pela primeira vez, judeus e gentios congregavam juntos, adoravam ao mesmo Deus;
d. Cristãos: “aqueles que pertencem a Cristo”; (“não sois de vós mesmos” 1 Co 6.19). Pedro: “Mas, se sofrer como cristão, não se envergonhe disso; antes, glorifique a Deus com esse nome” (1 Pe 4:16).
e. Barnabé: judeu helenista, natural de Chipre, foi designado pelos apóstolos para cuidar da igreja de Antioquia;
f. Paulo: 7 anos em Tarso, distante 160 km de Antioquia;
g. Profetas: Ágabo predisse a fome que ocorreu nos anos 45-47 d.C. nos dias do imperador Cláudio;
7. Nova perseguição em Jerusalém:
a. Herodes Agripa I (37-44 d.C.): neto de Herodes, o Grande, filho de Aristóbulo e sobrinho de Herodes Antipas; ele é pai de Drusila (esposa de Félix – Atos 24.24); Herodes Agripa II (Atos 25) e Berenice (Atos 25.13); ele agrega a Judéia, Samaria, Galiléia e Iduméia e governa sobre toda a Palestina;
b. Perseguição: para agradar os judeus, persegue a igreja e ataca os apóstolos;
c. Morte de Tiago: é preso e morto à espada;
d. Prisão de Pedro: quatro escoltas de 4 soldados, sendo 2 deles algemados a Pedro; Herodes pretendia matá-lo após a festa da Páscoa;
e. Livramento: o desaparecimento de Pedro foi um golpe nas intenções de Agripa I. os guardas foram torturados mas não tinham outra explicação a não ser que Pedro havia desaparecido. Como Agripa não podia admitir o milagre, ele preferiu executar os guardas.
f. Morte: Herodes Agripa I morre em agonia, aos 54 anos e 7 de reinado, no auge de sua auto-glorificação; vestido de túnica de prata e resplandecente. Com ele acabou a glória dos Herodes e o governo volta aos procuradores romanos.
g. Crescimento: a igreja prospera e a palavra é anunciada em todos os lugares (Mt 16: as portas do inferno não prevalecem contra a igreja de Cristo).
TESTEMUNHAS NOS CONFINS DA TERRA 1ª VIAGEM MISSIONÁRIA
Texto Básico: Atos 13 – 15
1. Igreja de Antioquia:
a. Vanguarda: primeira comunidade de judeus e gentios; primeira congregação a enviar ajuda benevolente a uma outra congregação e primeira a ter uma visão mundial das almas.
b. Líderes: Barnabé; Simeão Niger, Lúcio Cirineu, Menaém (irmão adotivo de Herodes, o Grande); oriundos de locais, sociedades e raças diferentes;
2. Comissão do Espírito Santo:
a. Barnabé e Saulo: “Separai-me agora ...” Deus chama pessoas ocupadas;
b. Chamado: “obra a que os tenho chamado” – qual era a visão?
i. Barnabé havia sido incumbido da pregação pelos irmãos de Jerusalém;
ii. Saulo: incumbido para pregar o evangelho 10 anos antes (26.12-18)
c. Visão: o texto não especifica o roteiro nem outros detalhes; a obra de Deus não prescinde da participação e iniciativa humanas;
3. 1ª Viagem missionária:
a. Equipe: Paulo, Barnabé e João Marcos (este até Chipre)
b. Estratégia: pregação aos judeus e a gentios piedosos;
c. Duração: cerca de 2 anos, de 46-48 d.C.;
4. Cidades e principais eventos:
a. Roteiro de ida:
CIDADE
EVENTOS
de Antioquia Síria ao
Porto Selêucia (25 km)
- Ponto de partida: ilha de Chipre, terra de Barnabé, a chamada “Ilha Feliz” – rica e bela;
de Selêucia aà
Salamina (100 km)
- Atravessam a ilha de Salamina a Pafos, pregando nas sinagogas (130 km);
- Não menciona a resposta das pessoas ao evangelho;
em Pafos (capital da província)
- Evangelização do procônsul Sérgio Paulo;
- Oposição do mágico judeu Barjesus (ou Elimas, ou Filho de Jesus): a derrota das trevas;
de Pafos à Atalia
- 240 km de navegação
de Atalia à
Perge, capital da Panfília (10 Kmà)
- Mudanças na equipe:
- Deserção de João: volta para Jerusalém;
- Paulo assume a liderança da equipe;
de Perge aà Antioquia da Pisídia, cidade principal da Galácia (160 Kmà, 1000 m altitude)
- Dificuldades: caminho difícil e perigoso (2 Co 11.26); enfermidade física (Gl 4.13); povo depravado e hostil;
- Pregação na sinagoga: sermão de Paulo;
- “afluiu quase toda a cidade”: propagação da fé;
- duas reações: conversão de judeus e prosélitos e perseguição e expulsão da cidade;
- Paulo e Barnabé sacudiram o pó dos pés;
de Antioquia à Icônio (140 km à)
- Centro agrícola e cruzamento de rotas;
- Pregação na sinagoga;
- Operação de sinais e prodígios; muitos crêem;
- Perseguição de judeus;
- ameaça de apedrejamento;
- Fuga para Listra (Mt 10.23: perseguição e fuga);
de Icônio à Listra (30 Kmà)
- Não havia sinagoga: pregação ao ar livre;
- Cura do paralítico de nascença;
- Idolatria: Júpiter (Zeus) e Mercúrio (Hermes);
- Público pagão: pregar a partir da compreensão;
- Perseguição de judeus de outras cidades;
- Paulo é apedrejado e gravemente ferido (2 Co 11.23; Gl 6.17 – marcas; 2 Tm 3.11);
de Listra à Derbe (100 kmà)
- Pregação do evangelho; muitas conversões;
- Poderiam ter tomado o caminho mais curto de volta;
b. Roteiro de volta:
CIDADE
EVENTOS
Listra
- Ministério de fortalecer os novos crentes;
- Organização de igrejas;
- Eleição de presbíteros;
Icônio
Antioquia Pisídia
Perge
- Pregação do evangelho;
Atália
- Porto de volta para Antioquia;
Selêucia
- Porto de chegada;
Antioquia
- Apresentação do relatório à igreja;
5. Lições do apedrejamento em Listra:
a. Paulo não permitiu que os maus tratos o deixassem amargurado tanto quanto não permitiu que a adoração o deixasse orgulhoso;
b. Paulo enfrentou seus ofensores imediatamente.
c. Paulo confiou em seus irmãos; tinha um relacionamento íntimo com eles.
d. Paulo não desistiu da vida; continuou com o trabalho que Deus lhe dera.
e. Paulo não tentou reagir aos maus tratos com suas próprias forças, mas confiou em Deus.
6. Concílio de Jerusalém: abrir ou fechar a porta da fé?
a. Data: 49 d.C.
b. Conflito (15.1-3): questão judaizante – os novos crentes deviam obedecer a lei de Moisés ou não? As viagens missionárias estavam em cheque.
c. Favorável: Paulo apresenta relatório da viagem (14.20,21,23,27; 15.4);
d. Contrários (15.5): fariseus convertidos defendiam a obrigatoriedade de os gentios observarem a circuncisão e a lei de Moisés;
e. Argumento de Pedro(15.7-11): experiência na casa de Cornélio;
f. Argumento de Paulo (5.12): os gentios participam da igreja junto com judeus;
g. Conclusão de Tiago (15.13-21): os gentios não são obrigados a seguir a lei;
h. Recomendações (15.22-29): abster-se: da contaminação dos ídolos; das relações sexuais ilícitas; da carne de animais sufocados e do sangue.